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O Suicídio dentro da Medicina Veterinária!

Fechando nossa série de artigos sobre o mês Setembro Amarelo, trouxemos um tema que, devido aos assuntos apresentados anteriormente, podem culminar no extremo que é o Suicídio. A medicina veterinária é uma das profissões mais propensas ao suicídio devido a diversos fatores que vimos nos artigos anteriores aqui no blog, principalmente causadas por síndromes de esgotamento profissional que levam a exaustão física, emocional e falta de vigor.

Veja aqui um artigo sobre as Síndromes de Esgotamento Profissional!

A pressão por salvar vidas é muito grande, e vem aumentando a cada ano o número de suicídios na nossa profissão. Um estudo da Inglaterra, mostrou que na medicina veterinária o risco ao suicídio é 4 vezes maior que a população em geral.

Quando falamos de suicídio, pensamos que é sempre causado por um transtorno grave como uma profunda depressão. Mas será que as pessoas cometem suicídio só por isso mesmo?

Contextualizando, o suicídio provém de um ato intencional de matar a si mesmo, colocando fatores de risco e incluindo perturbações mentais ou psicológicas como depressão, perturbação bipolar, esquizofrenia e abuso de drogas ilícitas ou lícitas, como o álcool.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o suicídio representa 1,4% de todas as mortes no mundo tornando-se em 2012 a 15 causa de morte na população em geral. Entre jovens de 15 a 29 anos, é a segunda causa de morte. Aqui, vale a atenção não somente dos médicos veterinários formados, mas também de toda a graduação, que hoje passa por uma geração de muitos desafios em se relacionar, sendo muitas vezes introspectiva em um mundo cada vez mais digital. É extremamente comum o acompanhamento desses alunos de graduação dentro da psicologia e psiquiatria.

Temos um artigo que trata desse assunto!

Esse ato de tirar a própria vida se dá por um estimulo de autopunição, trazidos de uma grande culpa de si. Isso pode ser a junção de vários aspectos no decorrer da vida, como sentir que esta sendo rejeitada na infância pelos pais, tendo a sensação de não ser amada, sofrer Bullying na escola, ser excluído de uma roda de amigos, fazendo então com que o indivíduo cresça com dificuldades de cultivar o amor próprio, a empatia e as relações interpessoais.

Alguns pensamentos suicidas são na maioria das vezes minuciosos e passam despercebido por quem está ao lado da potencial vitima. Pensamentos esses de negação, não merecimento, auto pejorativo, pessimistas, de que nada mais faz sentido em sua vida.

Alguns sinais podem ser observados em se tratando de adultos jovens, ainda na graduação:

– Queda de rendimento nas provas
Alteração na forma e velocidade de raciocínio.

– Mudança de comportamento

o quadro depressivo nem sempre está ligado a melancolia, tristeza e introspecção. Comportamentos como falta de sono, mudança do apetite já podem ser sinais importantes e iniciais

– Ausência de planos para o futuro
Muita insegurança em relação ao futuro, medo do que está por vir, e até mesmo apatia, de não se preocupar em se preparar.

Para isso, é necessário todos termos algumas cartas na manga para que, quando cruzar com alguém que esteja nesses momentos difíceis, consiga-o ajudar. Esse alguém pode ser um colega de universidade.

– Preste sempre atenção em colegas mais quietos, introvertidos, sendo proativos em convida-los para conversas em grupos

– Ouça com atenção e acolha, pois escutar o que o outro diz é a melhor forma de se sentir acolhido;

– Não faça comentários que expressem julgamento, proponha assuntos interativos, algo que o agrada muito e, se for alguém de maior intimidade, piadas são uma excelente forma de quebrar o gelo e conseguir mais interação;

O mais importante é que se observou algum comportamento depressivo, estimule-o a procurar ajuda de um profissional especializado para tomar as medidas necessárias, e sempre o acompanhar para que se sinta protegido e acolhido com bons amigos.

 

Escrito por:
Filipe Carnevalle
João Amadio

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