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Você sabe como funciona a Residência Veterinária?

Desejada por muitos veterinários já antes de se formarem, a residência veterinária hoje é um programa atrativo por diversas razões. Mas você sabe como ela funciona?

No século XIX, a Associação Médica Americana implantou um sistema de ensino baseado na utilização da rede hospitalar, dando início a uma nova modalidade de formação de recursos humanos na área médica. Esta, privilegiava o ensino clínico hospitalar e a capacitação profissional em serviço: surgia a Residência Médica. O termo “residência” vem do fato de, na época, ser necessário morar na instituição onde se desenvolvesse o programa, com o objetivo de estar à disposição do hospital em tempo integral. No Brasil, esse sistema foi implementado na década de 1940, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Na medicina veterinária, diversos programas de residência já atuam há mais de 30 anos, mas somente com a nova legislação elas foram acreditadas pelo MEC e criada diretrizes para seu funcionamento.

A residência veterinária hoje

As residências multiprofissionais e em área profissional da saúde, criadas a partir da promulgação da Lei n° 11.129 de 2005, são orientadas pelos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir das necessidades e realidades locais e regionais, e abrangem as profissões da área da saúde, a saber: Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional (Resolução CNS nº 287/1998).

O Ministério da Educação (MEC) não apenas reconhece a importância dos programas de residência em Medicina Veterinária, como também aprovou o financiamento para bolsas em programas de universidades federais.

A Resolução 824, de 31 de março de 2006 (Brasil, 2006), reconhece e regulamenta a residência em Medicina Veterinária como uma modalidade diferenciada de ensino de pós-graduação lato sensu, e a Resolução 895, de 10 de dezembro de 2008 (Brasil, 2008), dispõe sobre as diretrizes nacionais reguladoras dos padrões de qualidade dos programas.

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Em regra geral, são dois anos de residência, uma exigência para o reconhecimento dos programas pelo MEC, que normatizou recentemente a residência em Medicina Veterinária. No entanto, há instituições que dão a opção para o residente fazer apenas um ano. O primeiro ano é mais de formação geral, enquanto que o segundo ano é mais especializado de acordo com a área em que o residente está se especializando.

Qual a importância em se realizar a Residência?

A vantagem principal da residência é proporcionar ao profissional recém formado, uma vivencia  prática e de contato com o cliente final, o tutor do paciente, essencial para a sua formação profissional sob todos os seus aspectos, tanto tecnicamente para o atendimento, como nas relações comerciais que pode desenvolver com seu cliente. Aliado a isso, há sempre a orientação de um preceptor, isso é, um professor ou profissional de experiência que poderá auxilia-lo no desenvolvimento dos casos atendido, fazendo com que tenha maior confiança, e se sinta melhor preparado para o mercado de trabalho. Outro fator importante observado, é que atualmente, algumas clínicas e hospitais veterinários e empresas empregadoras do médico veterinário recém formado, tendem a dar vantagem para o profissional que concluiu um programa de residência veterinária.

Como são avaliados os programas de residência?

A avaliação de um programa atende três aspectos: infraestrutura, casuística e preceptoria. A Instituição de Ensino Superior (IES) precisa oferecer ao programa uma infraestrutura que proporcione ao aluno a evolução dos seus conhecimentos, seja nas instalações de diagnóstico como laboratórios e diagnóstico por imagem, atendimentos com ambulatórios e tratamento com internação e centro cirúrgico.

Partindo do principio que a residência é uma modalidade de pós graduação baseada na vivencia prática, casuística é um fator determinante nesse processo. Uma boa casuística proporcionará melhor preparação do residente.

A preceptoria é exercida por um professor que tenha experiência profissional e poderá orientar o seu aluno nos âmbitos técnicos práticos e educacionais

Quem avalia os programas de Residência?

A Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde – CNRMS, instituída por meio da Portaria Interministerial nº1.077, de 12 de novembro de 2009, é coordenada conjuntamente pelo Ministério da Saúde e do Ministério da Educação e tem como principais atribuições: avaliar e acreditar os programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em Área Profissional da Saúde de acordo com os princípios e diretrizes do SUS e que atendam às necessidades sócioepidemiológicas da população brasileira; credenciar os programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em Área Profissional da Saúde bem como as instituições habilitadas para oferecê-lo; registrar certificados de Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em Área Profissional da Saúde, de validade nacional, com especificação de categoria e ênfase do programa.

 

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